sexta-feira, 24 de abril de 2009

O universo


Brevemente será inserido um texto sobre este tema.

Guimarães aos nossos olhos


Como sabem, vamos realizar uma retrospectiva fotográfica sobre pormenores ignorados do nosso património edificado.

Não se esqueçam de comparecer no dia 29 de Abril e apreciar as nossas belas fotos.

As migrações



Conflitos étnicos, guerras internas e externas, a actual crise económica, o comércio globalizado mundialmente e também os meios de comunicação social entre outros motivos, estão a aumentar o movimento migratório a nível global. De África para o resto do mundo principalmente para a Europa devido à sua proximidade geográfica, da América do Sul para a América do Norte, dos países de Leste para estes dois continentes, os movimentos são constantes. Estes movimentos são originados por diversas razões. A falta de perspectivas de emprego nos países de origem, a má remuneração, educação, a falta de condições de habitabilidade e salubridade, e em muitos países as ditaduras totalitárias instaladas, obrigam a estes movimentos. Mas não são de agora estes movimentos, nada disso, a história mostra-nos que o movimento de populações do norte para o sul, e do sul para o norte principalmente, é uma constante. E o que dizer da nossa Europa, no séc. XX, assolada por duas guerras mundiais que levaram a deslocações e êxodos em massa? Hoje em dia é diferente, a globalização económica origina problemas sociais em vários países, mesmo nos desenvolvidos, o que obriga a estes movimentos migratórios. A diferenciação entre ricos e pobres é cada vez maior devido ao acumular de capital nos países ditos desenvolvidos com a consequente perda de peso dos países em desenvolvimento. Mas o cenário está a mudar. Por exemplo hoje em dia cada vez mais Portugueses migram para Angola e para outros países em desenvolvimento, muito por culpa da crise global e por influência dos meios de comunicação, que nos transmitem dados novos sobre esses futuros locais de trabalho e que actuam como um chamariz para uma migração desenfreada, muitas das vezes sem perspectivas de um bom porto.
Será que estamos a presenciar uma nova era?


Podem-se descrever os movimentos migratórios das seguintes maneiras:


Migrações económicas – São todas as migrações que se efectuam por motivos profissionais ou laborais. Podem ser temporárias ou sazonais (os nossos professores do EFA são um exemplo)


Migrações políticas – Por exemplo, o caso dos retornados de Angola, pois ao mudar o governo, os residentes no território viram-se forçados a voltar ao país de origem.


Migrações culturais – No caso de pessoas que se desloquem do seu local de origem com uma finalidade cultural ou enriquecimento curricular. (por exemplo actores que vão tirar cursos de representação a países estrangeiros por determinado período de tempo).


Migrações pessoais (pendulares) – O que ocorre na maioria dos dias com as pessoas que trabalham nas suas deslocações de casa para o trabalho e vice-versa.


Migrações forçadas – Ocorrem, como por exemplo na ex- Jugoslávia em que coabitavam no mesmo espaço diferentes povos e culturas, e quando existe uma guerra separatista, apenas uma só etnia resiste no local de origem, forçando outras a migrar.


Migrações religiosas – Migrações em massa, como por exemplo: Meca, Lourdes, Fátima.


Migrações turísticas – São as migrações, principalmente nos meses de verão, que as pessoas efectuam para outros locais do país ou estrangeiro para passarem férias.

A minha pátria é a língua Portuguesa


"Desde os século XII que os portugueses se começaram a espalhar pelo mundo fora. Primeiro fizeram-no pela Europa, para Espanha, França, Reino Unido, Itália, etc. A partir do século XV, com os descobrimentos, para África, para a América do Sul, e a seguir para a Ásia e a Oceania. Em todos estes continentes, fundaram cidades e praças-fortes (que ainda hoje se mantém como Damão, Goa e Diu), criaram vários países ou estiveram na origem da sua independência (Brasil, Angola, Moçambique, Timor)
A história da emigração em Portugal confunde-se com a sua própria história. Desde os Descobrimentos que os Portugueses começaram a conquistar e a cristianizar novos territórios.
Povoou também alguns como a Madeira e os Açores, (os outros conquistados na sua maioria já tinham população indígena). Após as décadas de 50 e 60, o crescimento europeu e a necessidade de reconstrução de alguns países europeus devastados pela segunda guerra mundial (Alemanha, França, Itália, Inglaterra), aliada ao regime Salazarista que se fazia sentir, e à guerra nas ex-colónias, mudaram o rumo das migrações e transformaram os países europeus em pólos atractivos para milhares de portugueses, bem como o Brasil, a Venezuela, o Canadá e os E.U.A. Actualmente, com a melhoria das condições económicas, Portugal deixou de ser um país pouco atractivo e passou a ser um país atractivo para vários imigrantes oriundos, essencialmente, dos países do Leste Europeu, África e Brasil, e para os próprios que saíram, pois alguns retornam e instalam-se definitivamente.
O perfil e as qualificações do emigrante actual são diferentes do emigrante da década de 60. A qualificação, os destinos e as razões que os levam a deslocar-se sofreram algumas alterações. Não é difícil hoje em dia verem-se emigrantes, principalmente os oriundos de leste, com qualificações como médico ou engenheiro, trabalharem na construção civil ou agricultura.
Também o português, com a globalização económica, sofre um pouco e migrar deixou de ser tão atractivo como dantes, mas com a crescente onda de desemprego que hoje grassa no nosso país, migrar tornou-se num imperativo de primeira ordem para muitas famílias.