quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A INFORMAÇÂO NOS DIAS DE HOJE



O desenvolvimento tecnológico ao serviço de uma cidadania moderna e de progresso exige uma sociedade da informação inclusiva onde o conhecimento é um valor ético, social, cultural e económico fundamental que promove a criação de riqueza e emprego, a qualidade de vida e o desenvolvimento social.
Ao longo da história, o homem tem criado os mais diversos meios e ferramentas para comunicar, e deste modo melhorar os seus padrões actuais de vida. Diante das suas criações, hoje as conclusões a tirar são complexas e pouco exactas. Se por um lado as suas criações lhe conferem um melhor modo de vida (como a criação de transportes, comunicações, etc.), são precisamente estas criações que o destroem (a poluição, desemprego, etc.).
Assim, assistimos a um desenvolvimento tecnológico, independente e autónomo, sem necessitar de ser controlado pelo homem (o seu criador). Ou como mais recentemente a ciência nos afirma: “o desenvolvimento tecnológico avança tão rápido que o homem não o consegue alcançar
Mas por outro lado, esta sociedade poderá ser responsável por grandes diferenças sociais, tendo em conta o seu grau de exigência. Uma vez que é uma sociedade que vive do poder da informação, tendo como base as novas tecnologias ela poderá ser muito discriminatória, quer entre países, quer internamente, entre empresas, entre pessoas. Até algum tempo atrás, o saber ler e interpretar textos, bem como efectuar cálculos matemáticos simples, era obrigatório para se viver em harmonia e bem-estar na sociedade, este novo cenário mudou e as necessidades de qualificações profissionais e académicas aumentaram consideravelmente. O ser humano tem a capacidade de se adaptar e como tal, as pessoas devem desenvolver uma atitude flexível, com conhecimentos generalistas, capazes de se formarem ao longo da vida de acordo com as suas necessidades e que dominem as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). A sociedade exige da escola pessoas com uma formação ampla, especializada, com um espírito empreendedor e criativo, com o domínio de uma ou várias línguas estrangeiras, com grandes capacidades de resolução de problemas.
Assim depende de todos nós, da sociedade, sermos mais competitivos e participativos para evitarmos cenários de exclusão, criando mais riqueza e por consequência termos melhor qualidade de vida, não descurando o papel primordial do estado através das suas políticas educativas
Aurora/Liliana/Esteves/Magalhães (2008-12-19)

FORMAÇÃO ADIADA


- Estamos em pleno Séc XXI e aqui no nosso cantinho à beira-mar plantado, continuamos a descurar a nossa educação.
Será que foi necessário esperar pelos fundos da Europa e pelas observações dos outros países para nos convencermos que tinhamos de investir em educação?
Vivemos em democracia à 34 anos, não podíamos ter aí começado ou virado a página à nossa ignorância?
Não nos esquecamos que em 1974, já nas trevas da ditadura e na aurora da democracia, mais ou menos trinta e cinco por cento da população era analfabeta com profundos desiquilíbrios entre o interior e o litoral, entre o norte e o sul, os primeiros mais iletrados que os segundos. Só a elite tinha acesso à formação superior. As camadas mais baixas da população faziam a quarta classse e por necessidades económicas tinham de entrar no mercado de trabalho. Será que não incumbia ao estado o papel de dinamizador e formador?
A formação é cada vez mais uma meta que todos temos que atinjir, para nos enriquecermos pessoal e profissionalmente. Ao optarmos por fazer formação temos que assumir e não desistir.
Veja-se hoje em dia, pelo país fora, os milhares de adultos que voltam à cadeira da escola, nos CNO’S, para estudarem várias àreas e talvez fazerem destes estudos o pilar fundamental para o resto dos seus dias.
Será que vamos continuar a descurar a nossa educação?




Guimarães, 13 de Novembro de 2008