Paulo Esteves, António Magalhães, Liliana Monteiro, Emília Cunha, Ricardo Silva, Pedro Silva, Adelaide Oliveira, Aurora Sousa, Eunice Gomes, Fernanda Ferreira, Joaquim Pereira, Emília Faria
quarta-feira, 29 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Guimarães aos nossos olhos
As migrações
Conflitos étnicos, guerras internas e externas, a actual crise económica, o comércio globalizado mundialmente e também os meios de comunicação social entre outros motivos, estão a aumentar o movimento migratório a nível global. De África para o resto do mundo principalmente para a Europa devido à sua proximidade geográfica, da América do Sul para a América do Norte, dos países de Leste para estes dois continentes, os movimentos são constantes. Estes movimentos são originados por diversas razões. A falta de perspectivas de emprego nos países de origem, a má remuneração, educação, a falta de condições de habitabilidade e salubridade, e em muitos países as ditaduras totalitárias instaladas, obrigam a estes movimentos. Mas não são de agora estes movimentos, nada disso, a história mostra-nos que o movimento de populações do norte para o sul, e do sul para o norte principalmente, é uma constante. E o que dizer da nossa Europa, no séc. XX, assolada por duas guerras mundiais que levaram a deslocações e êxodos em massa? Hoje em dia é diferente, a globalização económica origina problemas sociais em vários países, mesmo nos desenvolvidos, o que obriga a estes movimentos migratórios. A diferenciação entre ricos e pobres é cada vez maior devido ao acumular de capital nos países ditos desenvolvidos com a consequente perda de peso dos países em desenvolvimento. Mas o cenário está a mudar. Por exemplo hoje em dia cada vez mais Portugueses migram para Angola e para outros países em desenvolvimento, muito por culpa da crise global e por influência dos meios de comunicação, que nos transmitem dados novos sobre esses futuros locais de trabalho e que actuam como um chamariz para uma migração desenfreada, muitas das vezes sem perspectivas de um bom porto.
Será que estamos a presenciar uma nova era?
Será que estamos a presenciar uma nova era?
Podem-se descrever os movimentos migratórios das seguintes maneiras:
Migrações económicas – São todas as migrações que se efectuam por motivos profissionais ou laborais. Podem ser temporárias ou sazonais (os nossos professores do EFA são um exemplo)
Migrações políticas – Por exemplo, o caso dos retornados de Angola, pois ao mudar o governo, os residentes no território viram-se forçados a voltar ao país de origem.
Migrações culturais – No caso de pessoas que se desloquem do seu local de origem com uma finalidade cultural ou enriquecimento curricular. (por exemplo actores que vão tirar cursos de representação a países estrangeiros por determinado período de tempo).
Migrações pessoais (pendulares) – O que ocorre na maioria dos dias com as pessoas que trabalham nas suas deslocações de casa para o trabalho e vice-versa.
Migrações forçadas – Ocorrem, como por exemplo na ex- Jugoslávia em que coabitavam no mesmo espaço diferentes povos e culturas, e quando existe uma guerra separatista, apenas uma só etnia resiste no local de origem, forçando outras a migrar.
Migrações religiosas – Migrações em massa, como por exemplo: Meca, Lourdes, Fátima.
Migrações turísticas – São as migrações, principalmente nos meses de verão, que as pessoas efectuam para outros locais do país ou estrangeiro para passarem férias.
A minha pátria é a língua Portuguesa

"Desde os século XII que os portugueses se começaram a espalhar pelo mundo fora. Primeiro fizeram-no pela Europa, para Espanha, França, Reino Unido, Itália, etc. A partir do século XV, com os descobrimentos, para África, para a América do Sul, e a seguir para a Ásia e a Oceania. Em todos estes continentes, fundaram cidades e praças-fortes (que ainda hoje se mantém como Damão, Goa e Diu), criaram vários países ou estiveram na origem da sua independência (Brasil, Angola, Moçambique, Timor)
A história da emigração em Portugal confunde-se com a sua própria história. Desde os Descobrimentos que os Portugueses começaram a conquistar e a cristianizar novos territórios.
Povoou também alguns como a Madeira e os Açores, (os outros conquistados na sua maioria já tinham população indígena). Após as décadas de 50 e 60, o crescimento europeu e a necessidade de reconstrução de alguns países europeus devastados pela segunda guerra mundial (Alemanha, França, Itália, Inglaterra), aliada ao regime Salazarista que se fazia sentir, e à guerra nas ex-colónias, mudaram o rumo das migrações e transformaram os países europeus em pólos atractivos para milhares de portugueses, bem como o Brasil, a Venezuela, o Canadá e os E.U.A. Actualmente, com a melhoria das condições económicas, Portugal deixou de ser um país pouco atractivo e passou a ser um país atractivo para vários imigrantes oriundos, essencialmente, dos países do Leste Europeu, África e Brasil, e para os próprios que saíram, pois alguns retornam e instalam-se definitivamente.
O perfil e as qualificações do emigrante actual são diferentes do emigrante da década de 60. A qualificação, os destinos e as razões que os levam a deslocar-se sofreram algumas alterações. Não é difícil hoje em dia verem-se emigrantes, principalmente os oriundos de leste, com qualificações como médico ou engenheiro, trabalharem na construção civil ou agricultura.
Também o português, com a globalização económica, sofre um pouco e migrar deixou de ser tão atractivo como dantes, mas com a crescente onda de desemprego que hoje grassa no nosso país, migrar tornou-se num imperativo de primeira ordem para muitas famílias.
A história da emigração em Portugal confunde-se com a sua própria história. Desde os Descobrimentos que os Portugueses começaram a conquistar e a cristianizar novos territórios.
Povoou também alguns como a Madeira e os Açores, (os outros conquistados na sua maioria já tinham população indígena). Após as décadas de 50 e 60, o crescimento europeu e a necessidade de reconstrução de alguns países europeus devastados pela segunda guerra mundial (Alemanha, França, Itália, Inglaterra), aliada ao regime Salazarista que se fazia sentir, e à guerra nas ex-colónias, mudaram o rumo das migrações e transformaram os países europeus em pólos atractivos para milhares de portugueses, bem como o Brasil, a Venezuela, o Canadá e os E.U.A. Actualmente, com a melhoria das condições económicas, Portugal deixou de ser um país pouco atractivo e passou a ser um país atractivo para vários imigrantes oriundos, essencialmente, dos países do Leste Europeu, África e Brasil, e para os próprios que saíram, pois alguns retornam e instalam-se definitivamente.
O perfil e as qualificações do emigrante actual são diferentes do emigrante da década de 60. A qualificação, os destinos e as razões que os levam a deslocar-se sofreram algumas alterações. Não é difícil hoje em dia verem-se emigrantes, principalmente os oriundos de leste, com qualificações como médico ou engenheiro, trabalharem na construção civil ou agricultura.
Também o português, com a globalização económica, sofre um pouco e migrar deixou de ser tão atractivo como dantes, mas com a crescente onda de desemprego que hoje grassa no nosso país, migrar tornou-se num imperativo de primeira ordem para muitas famílias.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
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