sexta-feira, 24 de abril de 2009

A minha pátria é a língua Portuguesa


"Desde os século XII que os portugueses se começaram a espalhar pelo mundo fora. Primeiro fizeram-no pela Europa, para Espanha, França, Reino Unido, Itália, etc. A partir do século XV, com os descobrimentos, para África, para a América do Sul, e a seguir para a Ásia e a Oceania. Em todos estes continentes, fundaram cidades e praças-fortes (que ainda hoje se mantém como Damão, Goa e Diu), criaram vários países ou estiveram na origem da sua independência (Brasil, Angola, Moçambique, Timor)
A história da emigração em Portugal confunde-se com a sua própria história. Desde os Descobrimentos que os Portugueses começaram a conquistar e a cristianizar novos territórios.
Povoou também alguns como a Madeira e os Açores, (os outros conquistados na sua maioria já tinham população indígena). Após as décadas de 50 e 60, o crescimento europeu e a necessidade de reconstrução de alguns países europeus devastados pela segunda guerra mundial (Alemanha, França, Itália, Inglaterra), aliada ao regime Salazarista que se fazia sentir, e à guerra nas ex-colónias, mudaram o rumo das migrações e transformaram os países europeus em pólos atractivos para milhares de portugueses, bem como o Brasil, a Venezuela, o Canadá e os E.U.A. Actualmente, com a melhoria das condições económicas, Portugal deixou de ser um país pouco atractivo e passou a ser um país atractivo para vários imigrantes oriundos, essencialmente, dos países do Leste Europeu, África e Brasil, e para os próprios que saíram, pois alguns retornam e instalam-se definitivamente.
O perfil e as qualificações do emigrante actual são diferentes do emigrante da década de 60. A qualificação, os destinos e as razões que os levam a deslocar-se sofreram algumas alterações. Não é difícil hoje em dia verem-se emigrantes, principalmente os oriundos de leste, com qualificações como médico ou engenheiro, trabalharem na construção civil ou agricultura.
Também o português, com a globalização económica, sofre um pouco e migrar deixou de ser tão atractivo como dantes, mas com a crescente onda de desemprego que hoje grassa no nosso país, migrar tornou-se num imperativo de primeira ordem para muitas famílias.

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