quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

FORMAÇÃO ADIADA


- Estamos em pleno Séc XXI e aqui no nosso cantinho à beira-mar plantado, continuamos a descurar a nossa educação.
Será que foi necessário esperar pelos fundos da Europa e pelas observações dos outros países para nos convencermos que tinhamos de investir em educação?
Vivemos em democracia à 34 anos, não podíamos ter aí começado ou virado a página à nossa ignorância?
Não nos esquecamos que em 1974, já nas trevas da ditadura e na aurora da democracia, mais ou menos trinta e cinco por cento da população era analfabeta com profundos desiquilíbrios entre o interior e o litoral, entre o norte e o sul, os primeiros mais iletrados que os segundos. Só a elite tinha acesso à formação superior. As camadas mais baixas da população faziam a quarta classse e por necessidades económicas tinham de entrar no mercado de trabalho. Será que não incumbia ao estado o papel de dinamizador e formador?
A formação é cada vez mais uma meta que todos temos que atinjir, para nos enriquecermos pessoal e profissionalmente. Ao optarmos por fazer formação temos que assumir e não desistir.
Veja-se hoje em dia, pelo país fora, os milhares de adultos que voltam à cadeira da escola, nos CNO’S, para estudarem várias àreas e talvez fazerem destes estudos o pilar fundamental para o resto dos seus dias.
Será que vamos continuar a descurar a nossa educação?




Guimarães, 13 de Novembro de 2008

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